domingo, 15 de maio de 2011

Ser ou não ser? Eis a questão...









Quem nunca ouviu falar da famosa frase de Shakespeare ou pelo menos te-lá citado por algum momento em sua vida, seja por conhecimento ou ignorância do que significa?A famosa frase faz parte de uma peça teatral de Shakespeare que está inserida no ato III, cena I da peça A tragédia de Hamlet, príncipe da Dinamarca.A frase é um questionamento filosófico que se inicia sobre a questão do príncipe Hamlet de por fim a vida de seu tio e expandindo-se para as questões éticas quanto ao seu modo de agir.
Nessa semana passei por um momento um tanto quanto interessante e engraçado no seminário no qual  estudo.Tudo começou com uma exposição de opinião por parte do professor que lecionava a aula no momento, falando que a salvação humana estava condicionada a ação humana ou de forma mais especifica e clara, ainda, a plenos pulmões expressou o dito conju "a minha salvação depende de mim."
Partindo daí, iniciou-se um rápida polêmica sobre esse assunto: Seria realmente a salvação obtida unicamente por graça de Deus ou estaria sujeita a condição do homem aceitar ou não a Deus?
O mais engraçado disso tudo foi que em dado momento logo após o professor afirmar que sua salvação dependeria totalmente dele, bradei "estou frito", uma irmã de mais idade que estava ao meu lado olhou para mim e me perguntou porque meu irmão? Respondi: por que se não for a graça de Deus a agir em minha vida me capacitando a responder ao seu chamado e me ajudando não terei jamais condições de por minhas próprias forças me levantar diante de Deus.Logo em seguida deu-me ela um folheto evangelístico acerca da salvação.
A situação vivenciada por mim trouxe a tona duas grandes verdades.
A primeira, o quanto muitos crentes não tem a menor noção de salvação e como verdadeiros adeptos radicais islâmicos, aceitam tudo que lhes vêm pela frente sem fazer a menor distinção de conhecimento sobre o fato em questão.Acreditam e defendem veementemente que é necessário a intervenção humana na salvação, como uma espécie de retribuição pela atitude salvífica de Cristo na cruz, esquecem-se de que a bíblia está repleta,farta, abundante e transbordante de argumentos de que é Deus que salva o homem.
Efésios capítulo 2 e versículos 8,9 e 10, deixam explicitamente a relação DEUS P/ HOMEM e não HOMEM P/ DEUS. Ou seja, é Deus que age para salvar o homem e não o homem se salvando.
O mais que o homem pode fazer é só dizer sim para o chamado soberano de Deus em sua vida.
A segunda é que, cristãos devem expressar sua simpatia reformada em suas denominações de cunho pentecostal ou que não simpatizam com as doutrinas calvinistas?
Nesse debate teológico vivido em sala de aula, dentre os muitos amigos e irmãos simpatizantes pela doutrina calvinista  praticamente todos se calaram diante da aberração Pelagiana, com exceção de um amigo irmão e colega de ministério que não deixou  passar impune tal declaração, questionando logo em seguida  o professor.Quanto a manifestação praticamente solitária de meu irmão, muitos o aconselharam que não seria algo bom para ele pois pelo fato do professor poder exercer uma tal influência sobre o futuro pedagógico de muitos alunos que são convidados pelo seminário para lecionarem após a conclusão de seu seminário, ele poderia ser um dos afetados.Quanto a mim minha manifestação foi um pouco singela e tímida comparada a de meu irmão, devido ao fato de conhecer o dito professor e pelo fato de saber que pessoas assim, tão ferrenhas quanto as suas crenças, são difíceis de rejeitar o que foi acreditado e defendido com amor por tanto tempo, que o diga o calvinista R.C Sproul em seu livro Eleitos de Deus, que por sinal é ótimo, neste livro ele inicia expressando um pouco de sua luta para compreender e aceitar o fato de que Deus é que elege.
Diante disso tudo aprendi que o melhor que os cristãos que graças a Deus poderam compreender e abraçar o ensino reformado de salvação única e exclusivamente pela graça de Deus, é de, não negarem as verdades bíblicas tão questionadas e atacadas por muitos que não conhecem ou se satisfazem com um conhecimento superficial da reforma e de opiniões grotescas sobre as santas doutrinas da fé cristã, expostas de forma tão enfática por grandes teólogos, que  tais doutrinas chegam a ser assimiladas pelos nomes de seus  famosos proclamadores, como por exemplo o próprio Calvino. A eleição de Deus e bem como todas as doutrinas calvinistas não são originadas em Calvino e sim em Deus, são altamente bíblicas.
Portanto ser ou não ser um defensor bíblico é o melhor caminho para a glória de Deus e uma questão de agir de forma autenticamente cristã.

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