sábado, 18 de junho de 2011

Estes homens não estão embriagados como vindes pensando...


 




Há 100 anos atrás e mais precisamente por volta de 18 de junho de 1911 surgia na casa da saudosa irmã em Cristo Celina Albuquerque o que seria o inicio de uma das denominações evangélicas de maior presença territorial brasileira, as ASSEMBLEIAS DE DEUS, originalmente com o nome  MISSÃO DE FÉ APOSTÓLICA, que em 11 de janeiro 1918 vai ser registrada como SOCIEDADE EVANGÉLICA BRASILEIRA ASSEMBLEIA DE DEUS.
Durante o mês corrente por toda a nação brasileira se é comemorado o 1º centenário desta denominação no Brasil e bem assim como a história de seus dois "grandes ícones" que foram as colunas usadas por Deus na empreitada deste grande ministério que conta hoje segundo pesquisas com mais ou menos 20 milhões de membros em todo o Brasil, e trazendo assim a lume o passado da história desses pioneiros pentecostais e sua experiência no batismo com o Espírito Santo e sua chamada missionária por Deus para uma terra chamada Pará que ao ser vasculhada no mapa constatou-se que estava situada na região norte do Brasil.
Não desobedientes ao chamado divino embarcaram em um navio em Nova Iorque na terceira classe por volta de 12 de outubro 1910, chegando a Belém do Pará em 19 de novembro de 1910, após uma viagem de 14 dias. Hospedando-se no porão da igreja Batista, que logo ao aprenderem o português começaram a falar nas reuniões de oração e nos cultos acerca do batismo como o Espírito Santo. Dando o Senhor então aos missionários o  primeiro fruto da sua missão a irmã Celina Albuquerque que recebe o batismo com o Espírito Santo na madrugada do dia 2 de junho de 1911 em sua casa quando orava e junto com ela outra irmã também recebe o batismo a irmã Maria de Nazaré, surgindo desde então uma discussão na igreja Batista de Belém acerca dessa "nova doutrina" resultando na expulsão de 13 membros desta igreja e então nascendo uma nova denominação que viria posteriormente a ser chamada de ASSEMBLEIA DE DEUS. 
E em meio a essa euforia pentecostal que vemos nos nossos dias pensei em analisar os acontecimentos que envolve o pentecostalismo de uma forma um pouco tímida e singela. E meditando no assunto lembrei-me do famoso argumento petrino e por que não em uma das argumentações mais diretas e certeiras em defesa desse evento que tem sido desejado ardentemente por pentecostais, por movimentos carismáticos e até mesmo por alguns reformados renovados e tão criticado por outros que analisam tal movimento com um olhar um pouco atravessado para não dizer crítico destrutivo.
Pedro foi extremamente sábio ao usar tal argumento para defender o evento do derramamento do Espírito sobre a igreja no pentecostes, "estes homens não estão embriagados como vindes pensando", e é exatamente a forma como deveríamos observar tal movimento nos nossos dias e especialmente os próprios pentecostais ou os que se dizem serem pentecostais mais infelizmente não tem nada de pentecostais. Constantemente somos alvos de bombásticas críticas e geralmente nos vemos imersos nos piores escândalos políticos, sociais, culturais, chegando ao ponto de sermos conhecidos como loucos, mas muitas das vezes, não da forma que o apóstolo Paulo fala em sua primeira epístola aos corintos, acerca da loucura do evangelho, e sim por atitudes grotescas e por algumas vezes imorais e que de maneira alguma remetem a uma ação espiritual originada pelo Senhor e sim atribuída a manifestações emocionais e até carnais.
Entristece-me por demais quando presencio pregadores nos púlpitos evangélicos tentando manipular a massa de cristãos com as mais esfarrapadas "asneiras pentecostais", fazendo o uso de "fórmulas" para se receber o dom do Espírito, fazendo "ameaças" a igreja para que ela dê glória a Deus, a que mais me indignou foi dizer que pentecostal é coisa de doido, só se ele for, eu mesmo não sou e afirmo, "sou pentecostal e não sou doido", o que daria um ótimo tema para outra postagem. Mas continuando, ser pentecostal não é algo para ser visto como loucura ou embriaguez que foi a forma que o público que presenciou o evento do derramamento do Espírito no pentecoste entendeu. Aliás ser pentecostal é ter um ardor intenso pela santidade do Senhor e bem assim por sua graça, por sua presença em nossas vidas e ter um fogo inextinguível do amor evangelístico por aqueles que ainda não foram salvos, foram essas as características dos verdadeiros pioneiros assembleianos e bem assim de todos aqueles que verdadeiramente foram revestidos do poder do consolador divino, seja no Brasil, seja na rua azuza ou em qualquer lugar do mundo ou em qualquer época.       
Portanto ser pentecostal não é coisa de pessoas insanas e sem controle de si e nem de bêbados e  sim de pessoas que foram salvas graças a graça maravilhosa de Deus, e que agora vivem o evangelho da graça de Deus de forma autêntica e tem a certeza de que o verdadeiro derramamento pentecostal é diário em suas vidas, por meio da ação intensa do Espírito lhes santificando e os purificando para que um dia possa ser apresentada ao noivo celeste Jesus Cristo O Senhor.