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domingo, 20 de novembro de 2011

Uma singela análise sobre angelologia












 
Introdução




Que a existência angelical é um fato creditado. Isso se é visto desde os primórdios da era cristã. Pensava-se nesses seres como havendo os bons e os maus, sendo aqueles tidos por alta estima, pois se atribuía a eles o engajamento no serviço de Deus e eram usados por Deus para prover o bem-estar humano, além de serem considerados como seres pessoais de categoria elevada e providos de liberdade moral. Aos anjos maus ou espíritos imundos se atribuía calamidades de várias espécies, como doenças, acidentes e perdas. A convicção geral era que os anjos foram criados bons, mas alguns abusaram da sua liberdade e caíram , apartando-se de Deus. Pensava-se no orgulho e ambição pecaminosa como a causa da queda de satanás e que a queda de seus subordinados se dava a cobiça das filhas dos homens. Argumentação baseada na interpretação da época ao texto de Gn 6.2. Com o passar do tempo ainda se acreditava no orgulho como a causa da queda de satanás, porém, a ideia de que os demais anjos caíram em sua consequência da cobiça das filhas dos homens, embora ainda defendida por alguns, foi desaparecendo aos poucos, sob a influência de uma melhor exegese. Com certeza a angelologia, assim como outras doutrinas bíblicas por muitas vezes tem sido desprezada ou quando não, é mal compreendida e mal interpretada, negando-se-lhe o valor e a credibilidade devida, pois é uma verdade bíblica e, portanto, negar tal ensino ou negar-lhe a devida atenção, automaticamente estaremos também por conseqüência desprezando as sagradas escrituras, que é a revelação da vontade de Deus para nós.


A existência e origem dos anjos
Todas as religiões reconhecem a existência de um mundo espiritual. Aigreja cristã sempre acreditou na existência dos anjos, mas a teologia liberal moderna descartou essa crença, embora ainda considere a ideia-anjo útil, visto que ela imprime em nós “o vívido poder de Deus na história da redenção. (teologia sistemática Louis Berkof, pág. 133). Quanto a sua origem: Não se afirma claramente na Escritura que os anjos foram criados e o relato da criação não os menciona (Gn 1-2). Que foram criados, no entanto, infere-se claramente do salmo 148.2,5: “Louvai-o, todos os seus anjos; louvai-o, todas as suas legiões celestes [...] Louvem o nome do Senhor, pois mandou ele, e foram criados”. (Millard J. Erickson, introdução a teologia sistemática, pág. 194). Segundo Thiessen a época de sua criação pode ter sido junto com a do céu, “A época de sua criação não é indicada com precisão em parte alguma, mas é mais provável que tenha se dado juntamente com a criação dos céus Gn 1.1.(Henry Clarence Thiessen, palestras em teologia sistemática, pág. 129). Para Grudem a ideia da criação dos anjos antecedente a da terra não é muito plausível, embora o relato de Gn1. 1 em contraste com Gn 1.2, nos dê a ideia de que o céu já estava habitado por seres espirituais enquanto a terra estava sem forma e vazia pareça plausível não podemos afirmar com segurança já que não há suporte bíblico quanto ao assunto em questão,sobre o momento exato da criação dos anjos ( teologia sistemática atual e exaustiva  Wayne Grudem, págs. 326,327). Portanto, para uma resposta mais segura quanto à criação dos anjos, seria assumirmos que com certeza foram criados antes do sétimo dia da criação Gn 1.2/ Êx 20.11.

               
A definição e natureza dos anjos
Por natureza queremos dizer, às características que os compõem. Mas antes nos parece mais apropriado darmos alguma definição para melhor compreendermos esses seres celestes. Segundo Grudem anjos são: “são seres espirituais criados, dotados de juízo moral e alta inteligência, mas desprovidos de corpos físicos” (Wayne grudem teologia sistemática atual e exaustiva, pág323.). Para Millard os anjos:” são aqueles seres espirituais que Deus criou acima da humanidade, alguns dos quais permaneceram obedientes a Deus e realizam a sua vontade, enquanto outros desobedeceram,perderam sua condição santa e agora se opõem á sua obra e a dificultam” (Millard J. Erickson introdução a teologia sistemática, pág. 194).
Portanto, das definições dadas acima podemos tirar algumas conclusões acerca da natureza dos anjos, que veremos pormenorizadamente aqui:
Ø  São seres espirituais e incorpóreos- observamos nas escrituras os anjos como seres espirituais Hb 1.14, não possuindo um corpo físico Lc 24.39, e diferente dos homens não estão limitados pelo corpo físico já que são espíritos, podendo assim, se locomoverem a uma velocidade incrível, e agir em prol dos homens de forma invisível, sendo visto por aqueles unicamente por meio de revelação Nm 22.31, ou tomando forma humana para que possam ser vistos (angelofanias) Gn 19.1-3, fato que, apesar de serem espíritos e de poderem assumir forma humana, nos seja difícil dizer que os corpos que eles assumiram em certas ocasiões eram reais ou apenas aparentes.
Ø  São seres criados- o ensino da criação dos anjos é algo visto com clareza na escritura Sl 148.2,5/Cl1. 16/Ne 9.6. Tendo sido criados ex nihilo, ou apartir do nada. Não devem receber adoração e ao homem lhe é vetado a adoração Ap 19.10.
Ø  São imortais- como seres criados por Deus podemos ver nas escrituras que também são seres eternos, com isso não queremos dizer que não tenham inicio de dias mais que não terão fim, ou seja, não morrerão. No evangelho segundo escreveu Lucas 20.34-36, Jesus fala aos saduceus que os santos ressuscitados serão como os anjos, no sentido de que não poderão mais morrer. 
Ø  São numerosos- a bíblia não nos mostra o número exato de anjos que existem mais nos dá pistas que mostram claramente que são incontáveis, formando assim um extraordinário exército Dt33. 2/Sl 68.17. Em Mateus 26.53 Jesus diz:” Acaso, pensas que não posso rogar a meu Pai, e ele me mandaria neste momento mais de doze legiões de anjos?”. Uma legião romana era composta por uma variação de 3.000 a 6.000 soldados, ao fazermos as contas usando a quantidade de 3.000 x 12 daria igual a 36.000 anjos ou ainda se tornando a fazer as contas só que agora com 6.000 x 12 daria um total de 72.000, com todo esse cálculo é evidente que não estamos a determinar a quantidade existente de anjos, mas com isso, podemos ter uma ideia de quão numerosos são os anjos. Aqui também observamos que sua quantidade não pode ser aumentada, dado o fato de não serem uma raça e sim um batalhão e não podendo ser um organismo devido ao fato de não se casarem e não nascerem uns dos outros.
Ø   São racionais- os anjos são mostrados nas escrituras como seres dotados de grande inteligência 2Sm 14.20/Mt 24.36/ Ef 3.10/2Pe2.11, embora não sendo oniscientes são superiores aos homens em conhecimento Mt 24.36.
Ø  São seres morais- são seres morais e devido a isto estão sob obrigação moral, que serão recompensados pela obediência e punidos pela desobediência. São chamados santos anjos Mt 25.31/ Mc 8.38/ Lc 9.26 e mostra os anjos caídos como mentirosos e pecadores Jo 8.44/ 1Jo 3.8-10.
Nomes também são dados a anjos
AS escrituras por vezes usam outros termos para denominar os anjos, como “filhos de Deus” Jó 1.6; 2.1, ”santos”Sl89. 5,7, “espíritos” HB 1.14, “vigilantes” Dn 4. 13, 17,23, “tronos”, “soberanias”, “principados”, ”potestades” Cl 1.16 e “poderes” Ef 1.21. (Wayne Grudem teologia sistemática atual e exaustiva, pág. 323)
Seu caráter
“Obedientes- eles cumprem os seus encargos sem questionar ou vacilar. Por isso oramos: “Seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu” (Mt 6.10/Sl 130.20/Jd 6/ 1Pe 3.22)
Reverentes- sua atividade mais elevada é a adoração a Deus (Ne 9.6/ Fl2.9-11/Hb 1.6)
Mansos- Não abrigam ressentimentos pessoais, nem injuriam os seus opositores. (2 Pe2.11/ Jd9)
Poderosos - São “magníficos em poder” (Sl 103.20)
Santos- sendo separados por Deus e para Deus, são “santos anjos” (Ap14”. 10)” (Conhecendo as doutrinas da bíblia Myer Pearlman, pág60). 

Classificação dos anjos 

A palavra “anjo” no equivalente hebraico é mal’ak; a palavra grega correspondente é angelos, em ambos os casos, o significado é mensageiro. Sendo os dois termos usados tanto para mensageiros humanos como para anjos. “Só através do contexto podemos saber se a palavra se refere a mensageiros humanos ou super- humanos, apesar de quase sempre se referir a mensageiros super-humanos” (Henry Clarence Thiessen palestras em teologia sistemática, pág.132).
Podemos assim classificar os anjos em duas classes anjos bons e anjos maus, mas para os propósitos deste trabalho trataremos por hora apenas dos anjos bons com suas subdivisões, deixando para mais adiante o assunto sobre os anjos maus.

Ø  Anjos bons
Anjo do Senhor- existe uma clara distinção quando a bíblia nos fala acerca do Anjo do Senhor e dos demais anjos, muitas características que se evidenciam no decorrer da história bíblica nos levam a pensar dessa forma, nos dando prerrogativas para afirmar que tais manifestações são mais cabíveis retratá-las como uma cristofania, ou seja, aparições de Cristo em forma pré-encarnada. Os textos bíblicos que mostram as aparições desse Anjo nos dão provas suficientes para crermos que esse anjo não é um anjo comum, nas suas aparições observamos adoração e sacrifícios que lhes são prestados, sem, contudo serem rejeitados por ele, caso contrário seria totalmente repudiado se tratasse de outro anjo Jz 2.1-4/6.19-22.
Arcanjos – o termo arcanjo só ocorre duas vezes nas Escrituras 1Ts 4.16/Jd9. Miguel é mencionado como arcanjo, o anjo principal. 1 Ts 4.16/Ap 12.7. Ele aparece como o anjo protetor da nação Israelita Dn 12.1. A maneira pela qual Gabriel é mencionado, também indica que ele é de uma classe muito elevada. Ele está diante da presença de Deus Lc 1.19, e a ele são confiadas às mensagens de mais elevada importância com relação ao reino de Deus Dn 8.16/9.21 (Conhecendo as doutrinas da bíblia Myer Pearlman, pág59, 60).  
Querubins- os querubins receberam a tarefa de guardar a entrada do jardim do Éden (Gn 3.24), e diz-se freqüentemente que o próprio Deus está entronizado acima dos querubins, ou viaja com os querubins por carro (Sl18.10/Ez 10.1-22).Sobre a arca da aliança no Antigo testamento havia duas imagens de ouro de querubins, com suas asas estendidas por sobre a arca , e era ali que Deus prometia vir habitar  no meio do seu povo:” Ali, virei a ti e, de cima do propiciatório, do meio dos dois querubins que estão sobre a arca do testemunho, falarei contigo acerca de tudo o que eu te ordenar para os filhos de Israel”(Êx25.22;cf. VV.18-21)  (Wayne Grudem teologia sistemática atual e exaustiva, pág. 324)
Serafins- outro grupo de seres celestiais, os serafins, são mencionados somente em Isaías 6.2-7, onde continuamente adoram  ao Senhor e clamam uns para os outros:”Santo,santo, santo é o Senhor  dos Exércitos; toda a terra está cheia de sua glória” ( Is6.3) (Wayne Grudem teologia sistemática atual e exaustiva, pág. 324)
Seres viventes- Ezequiel e apocalipse nos falam de ainda outro tipo de criaturas celestes, conhecidas como “seres viventes”, que circundam o trono de Deus (Ez 1.5-14; Ap 4.6-8). Com os seus semblantes de leão, boi, homem e águia, representam os seres mais poderosos de partes diversas de toda a criação divina (animais selvagens, animais domesticados, seres humanos e pássaros) e adoram a Deus continuamente: “Não, têm descanso, nem de dia nem de noite, proclamando: Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, o Todo-poderoso, aquele que era, que é e que há de vir” (Ap 4.8) (Wayne Grudem teologia sistemática atual e exaustiva, pág. 324).


 Satanalogia


Existência
Falar da origem do mal é falar de um espinho que através dos séculos tem trazido bastante incômodo para as ciências de teologia e filosofia, justamente devido à dificuldade de se harmonizar a existência do mal com a existência de um Deus que é Todo-poderoso, bom, Santo e infinito. E na tentativa de muitos teólogos defenderem Deus ou de tentarem dar uma mãozinha a Deus, com o intuito de absolverem Deus de qualquer responsabilidade pela origem do mal, o máximo que conseguiram fazer foi O de tornarem menos do que Deus.
Alguns afirmam que não existe tal ser, o diabo; mas depois de observar-se o mal que existe no mundo, é lógico que se pergunte: “Quem continua fazer a obra de Satanás durante a sua ausência, se é que ele não existe? (Conhecendo as doutrinas da bíblia Myer Pearlman, pág. 62).
É aqui que deveríamos discutir o problema da origem do mal, pois ele se originou no céu e não na terra. (Henry Clarence Thiessen palestras em teologia sistemática, pág.131).
Satanás aparece na Escritura como o reconhecido chefe dos anjos decaídos. Ao que parece, ele era originariamente um dos poderosos príncipes do mundo angélico, e veio a ser o líder dos que se revoltaram contra Deus e caíram. (teologia sistemática Louis Berkof, pág. 137)


Origem e queda
A concepção popular de um diabo de chifres, pés de cabra, e de aparência horrível teve sua origem na mitologia pagã, e não na Bíblia. De acordo com as Escrituras, Satanás era originalmente Lúcifer (literalmente, “o que leva luz”), o mais glorioso dos anjos. Mas ele orgulhosamente aspirou a ser “como o Altíssimo” e caiu na condenação do diabo “(1Tm3.6) (Conhecendo as doutrinas da bíblia Myer Pearlman, pág. 62).
Quando criou o mundo, “Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom” (Gn1. 31). Isso significa que mesmo o mundo angélico que Deus criara não tinha ainda anjos maus ou demônios naquele momento. Mas já em Gênesis 3, vemos que Satanás, na forma de uma serpente, tentava Eva  ao pecado(Gn 3.1-5). Portanto, em algum momento entre os eventos de Gênesis 1.31 e Gênesis 3.1deve ter havido uma rebelião no mundo angélico, na qual muitos anjos se voltaram contra Deus e se tornaram maus. (Wayne Grudem teologia sistemática atual e exaustiva, pág. 335).
“Satanás” é um nome dado ao chefe dos demônios... O nome “Satanás” é uma palavra hebraica (Satan) que significa “adversário”. O novo testamento também usa o nome “Satanás”, simplesmente tomando-o emprestado ao Antigo Testamento... Satanás pecou antes que qualquer ser humano o fizesse como se depreende do fato de ele (na forma de uma serpente) ter tentado a Eva (Gn3. 1-6/2Co 11.3)... O Diabo se caracteriza por haver dado origem ao pecado e por tentar os outros ao pecado. (Wayne Grudem teologia sistemática atual e exaustiva, pág. 337).


Caráter
“As qualificações do caráter de Satanás são indicadas pelos seguintes títulos e nomes pelos quais é conhecido:
·         Satanás- literalmente significa “adversário” e descreve seus intentos maliciosos e persistentes de obstruir os propósitos de Deus.
·         Diabo- significa literalmente “caluniador”. Satanás é chamado assim porque calunia tanto a Deus (Gn3. 22 4,5) como ao homem (Ap12. 10/Jô 1.9/Zc 3.1,2/Lc 22.31)
·         Destruidor- é o sentido da palavra “Apollyon” (grego), “Abaddon”, (hebraico) (Ap9. 11). Cheio de ódio contra o Criador e suas obras, o diabo desejava estabelecer-se a si mesmo como o deus da destruição.
·         Serpente- “Essa antiga serpente, chamada o diabo (Ap 12.9)nos faz lembrar aquele que , na antiguidade, usou uma serpente como seu agente para ocasionar a queda do homem.
·         Príncipe e deus deste mundo –(Jo 12.31/2 Co 4.4) Esses títulos sugerem sua influência sobre a sociedade organizada fora ou à parte da influência da vontade de Deus. Todo o mundo está no maligno “(no poder do maligno) (1Jo 5.19) e está influenciado por ele.(1Jo 2.16)As Escrituras descrevem o mundo sendo qual vasto conjunto de atividades humanas, cuja trilogia se resume nestas palavras: fama, prazer e bens”.  (Conhecendo as doutrinas da bíblia Myer Pearlman, pág. 62, 63)


Atividade
Satanás perturba a obra de Deus (1 Ts2.18); opõe-se ao Evangelho(Mt 3.19); domina, cega, engana e laça os ímpios (Lc22.3). Ele aflige (Jó1. 12) e tenta (1Ts 3.5)os santos de Deus. Ele é descrito como presunçoso (Mt4. 4,5); orgulhoso (1Tm3.6); poderoso(Ef 2.2); maligno (Jó 2.4); astuto(Gn 3.1); 
 enganador(Ef 6.11); feroz e cruel (1 Pe 5.8)


Destino
“Desde o princípio Deus predisse e decretou a derrota daquele poder que haveria causado a queda do homem (Gn 3.15), e o castigo da serpente até o pó da terra foi um vislumbre profético da degradação e derrota final dessa “velha serpente, o diabo”. A carreira de Satanás está em descensão sempre.
No princípio foi expulso do céu; durante a tribulação será lançado da esfera celeste a terra (Ap 12.29); durante o milênio será aprisionado depois de mil anos, será lançado ao lago de fogo (Ap 20.10). Dessa maneira a palavra de Deus nos assegura a derrota final do mal”. (Conhecendo as doutrinas da bíblia Myer Pearlman, pág. 64).


Anjos maus ou demonologia


Existência e origem
Quanto à existência desses seres malignos o mesmo que foi dito quanto à existência de seu líder maligno Satanás, também pode ser aplicado aos anjos maus ou espíritos malignos. Já em relação a sua origem, nos será de maior ajuda vermos algumas posições quanto a origem desses portadores de males, segundo Myer Pearlman  “Os anjos foram criados perfeitos e sem pecado, e, como o homem, dotados de livre escolha. Sob a direção de Satanás, muitos pecaram e foram lançados fora do céu. (Jo 8.44)... As escrituras não descrevem a origem dos demônios; essa questão parece ser parte do mistério que rodeiam a origem do mal. Porém as escrituras dão claro testemunho da sua existência real e de sua operação. (Mt 12.26,27). Nos evangelhos aparecem como espíritos maus desprovidos de corpos, que entram nas pessoas, das quais se dizem que têm demônio. Em alguns casos, mais de um demônio faz sua morada na mesma vítima”. (Mc 16.9/Lc8. 2) (Conhecendo as doutrinas da bíblia Myer Pearlman, pág. 65). Para Millard “os demônios, portanto, são anjos criados por Deus e, por conseguinte, eram originalmente bons; mas eles pecaram e assim tornaram-se maus. Não sabemos o momento exato em que ocorreu essa rebelião, mas deve ter ocorrido no intervalo entre o momento em que Deus declarou “boas” todas as coisas, e a tentação e queda da humanidade (Gn 3). (Millard J. Erickson introdução a teologia sistemática, pág. 194). Podemos ainda citar algumas opiniões do que poderiam ser esses seres:
1-as almas de homens maus
A tal afirmação retrucamos, pois tal posicionamento além de nos parecer algo ilógico, é ainda mais aceitável a sua refutação por falta de fundamentação escriturística, dado ao fato de que não há bases bíblicas para afirmarmos que as almas de seres humanos cujo final de suas vidas foi afundados em iniqüidade, estejam a perambular pela terra a procura de corpos, e ainda por cima a bíblia da várias provas quanto ao estado das almas dos seres humanos após a morte. (Hb 9.27/Sl 9.17/Lc 16.23).
 2-são espíritos desencarnados de uma raça pré-Adâmica
Tal ideia também assim como a anterior não apresenta base bíblica, contudo, tal ideia parece plausível para Thiessen“ Mas como a queda de Satanás, de seus anjos e dos demônios deve ter acontecido  entre Gn 1 e 2, não é improvável que, além dos anjos, houvesse uma raça de seres que habitava a terra, sobre quem Satanás dominava, e que também caiu quando ele caiu. Como castigo para eles, Deus permite-lhes estar por aí em um estado de desincorporação até que sejam confinados ao Geena, quando do julgamento final de Satanás e suas hostes” (Henry Clarence Thiessen palestras em teologia sistemática, pág.136,137). Tal tese por mais plausível que nos pareça não a podemos considerá-la com bíblica pelo motivo outrora citado, a sua falta de apoio nas escrituras e também pelo fato de não ser mencionado ou pelo menos estar implícito a origem de uma raça pré-Adâmica que habitasse a terra. Para alguns teólogos o juízo ao qual Pedro se refere em 2Pe3.5,6, poderia se referir  a um julgamento sobre uma raça pré-Adâmica, a isso também retrucamos pois na verdade o juízo ao qual Pedro se refere nesse texto é ao dilúvio sobre as pessoas do período de Noé. Portanto, cremos que os demônios, espíritos malignos ou imundos a que a bíblia se refere são na realidade os mesmos anjos que caíram com Satanás. Demônios são anjos que pecaram contra Deus e hoje continuamente praticam o mal. (Wayne Grudem teologia sistemática atual e exaustiva, pág. 335).


Natureza
A exemplo dos anjos, também são seres espirituais criados, dotados de discernimento moral e elevada inteligência, mas desprovidos de corpos físicos. (Wayne Grudem teologia sistemática atual e exaustiva, pág. 335).


Caráter e atividade
Quanto ao seu caráter cremos que as mesmas coisas que são ditas de seu mestre do mal, também podem ser acrescidas quanto aos anjos maus, também nos servirá de soma de conhecimento uma breve análise da sua atividade.
“os demônios infligem doenças: mudez (Mc9. 17), mudez e surdez (Mc9. 25), cegueira e surdez (Mt 12.22), convulsões (M1.26;9.20;Lc 9.30), paralisia ou aleijamento (At 8.7). E, mais especificamente, opõem-se ao progresso espiritual do povo de Deus (Ef 6.12). (Millard J. Erickson introdução a teologia sistemática, pág. 199).
Como os anjos bons, os anjos maus também possuem poder  sobre-humano,mas o uso que dele fazem contrata-se tristemente com os dos anjos bons. Enquanto estes louvam a Deus perenemente, batalham por ele e O servem com fidelidade, aqueles, como poderes das trevas, prestam-se para maldizer a Deus, pelejar contra Ele e Seu Ungido, e destruir a Sua obra. Então em constante rebelião contra Deus, procuram cegar e desviar até os eleitos, e animam os pecadores no mal que estes praticam. Mas são espíritos perdidos e sem esperança. Agora mesmo estão acorrentados ao inferno e ao abismo de trevas e, embora não estejam ainda limitados a um lugar só, contudo, no dizer de Calvino, arrastam consigo as suas cadeias por onde vão, 2Pe 2.4;Jd 6. (teologia sistemática Louis Berkof, pág. 138)


Destino
A respeito dos anjos maus, temos informação definitiva de que terão sua parte no lago de fogo (Mt 25.41). Enquanto isso, são mantidos acorrentados e na escuridão até o dia do seu julgamento (2Pe 2.4;Jd6), como o criminoso condenado que foi considerado culpado e mantido na prisão, aguardando o dia em que será sentenciado oficialmente e levado  para sofrer a pena por seu crime. Quando Cristo voltar, os crentes terão parte no julgamento, ou condenação, dos anjos maus. (Henry Clarence Thiessen palestras em teologia sistemática, pág.144).



Conclusão


Por mais utópico que possa parecer para algumas pessoas à crença na existência de anjos e demônios, ao olharmos de forma mais honesta iremos perceber de que não se trata de uma falsa doutrina, ou crendice popular, ao contrário veremos mais do que a existência de seres espirituais aos quais não são visíveis ao olhos físicos do homem, porém, vemos claramente a ação de Deus em prol de sua amada igreja em enviar seus santos anjos na provisão de ajuda nas suas necessidades, nos dando também exemplo de comunhão com Deus e reverência. Observamos também o agir de Deus em usar seus santos servos angelicais para protegerem sua santa igreja do ataque de hostes malignas, anjos caídos, que não guardaram seu estado. Em resumo temos a convicção de que Deus nos protege e nos guarda e como prova de seu cuidado, nos dispensou os anjos, como os nossos conservos, que não só estão prontos para cumprir as ordens de Deus, mas que também observam atentamente o desenrolar do plano salvífico na vida dos eleitos de Deus.  















 


Bibliografia

 Teologia sistemática atual e exaustiva, Wayne Grudem.
Introdução a teologia sistemática, Millard J. Erickson.
Conhecendo as doutrinas da bíblia, Myer Pearlman.
Teologia sistemática, Louis Berkof.
Palestras em teologia sistemática, Henry Clarence Thiessen.


sábado, 10 de setembro de 2011

Batalhando pela fé




Batalhando pela fé é a v conferência teológica que está a ocorrer na igreja batista de Parquelândia nos dias 09,10 e 11 de Setembro em Fortaleza- Ce, cujo tema é "princípios do culto a Deus". Igreja que é pastoreada pelo Pr.Cleyton Gadelha, e esta situada na rua- Abílio Martins 1344, local onde graças a Deus tive a oportunidade de  estar presente cultuando ao Senhor junto com os irmãos e alimentando-me da riquíssima homilia ministrada pelo Dr.Augustus Nicodemos, tendo por base o capítulo 1 de Malaquias, onde ministrou com muita propriedade, também trazendo a lume uma reflexão sobre o relacionamento cristão com Deus em nossos dias e quais tem sido as nossas motivações no culto a Deus, e se verdadeiramente estamos a adorar a Deus como Ele é digno de ser adorado.  










sábado, 3 de setembro de 2011

Nem uma coisa e nem a outra








Então, os doze convocaram a comunidade dos discípulos e disseram: Não é razoável que nós abandonemos a palavra de Deus para servir às mesas. Mas, irmãos, escolhei dentre vós sete homens de boa reputação, cheios do Espírito e de sabedoria, aos quais encarregaremos deste serviço; e, quanto a nós, nos consagraremos à oração e ao ministério da palavra.At 6.2-4.


Tenho por certo que muitos logo de inicio se assustarão com o tema e o texto bíblico aqui referidos, por parecer uma negação de uma autêntica e genuína prática cristã realizada pelos apóstolos do Senhor e por cristãos autênticos, mas, apenas parece e não é. Mas infelizmente se é praticada a negação de ações que deveriam ser algo intrínseco a  comunidade cristã de todos os tempos, e ao que parece foi algo restrito a igreja primitiva e vindo depois disso relampejos tímidos e algumas vezes de intensidade por parte de pessoas de mente e coração retos na presença de Deus. Você ainda deve estar se perguntando: o que tem haver tudo isso com os nossos dias e o referido tema? Então eu lhe respondo: absolutamente tudo.
Só que ao inverso. A busca dos líderes cristãos de nossos dias drasticamente tem se revelado cada vez mais carnal e materialista o possivél, se revelando como uma verdadeira negação dos ensinamentos de Cristo Jesus e dos apóstolos. Enquanto no livro de Atos nós vemos uma decisão sábia e direcionada por motivações extremamente cristãs, nos nossos dias observamos o contrário.
Pastores e mais pastores ou mercenários e mercantilistas disfarçados de pastores, usurpam por todos os meios possíveis, arrancam de suas vítimas o máximo de valores posssivél em nome da fé.
Com tristeza de coração eu digo que há muito perdemos a identidade de Cristo, e aceitamos fazer uma falsidade ideológica, enganando a nós mesmos e nessa ilusão vivemos, como se tudo isso fosse ser cristão e continuamos as mil maravilhas.       
É horrível ouvirmos os absurdos que em nome da fé se alçam em nossos dias.
É de causar náuseas em que tem um paladar afinado pela palavra de Deus, ter que engolir o que se tem considerado como evangelho em nossos dias.
Como diria Cícero "que tempos e que costumes os nossos!"
Os nossos cultos se transformaram em uma verdadeira sessão de barganhismo com Deus, com frases de efeito, "é uma questão de fé, abençoe a obra e Deus lhe abençoará".
São estipulados valores monstruosos para se construir "templos", fazendo uma deturpação esdruxula exegética de textos bíblicos, para assim defenderem seus propósitos.Nenhum problema em construir locais onde a igreja se reúna em comunhão para prestar culto ao Senhor, a questão é, que enquanto nos preocupamos em acumular riquezas para a empreitada de construções de mega templos, esquecemos que os verdadeiros templos que somos nós, estão na maioria das vezes deteriorados pela fome, pelo desemprego, pela doença, pela miséria e pela injustiça de um país capitalista cujo lema é "viva os ricos e os pobres que se explodão". Acredito ser lastimável para nós como cristãos que professamos ser, irmos aos extremos, e principalmente numa época tão difícil como a que vivemos em que a economia mundial vive por um triz. É mais do que hora de agirmos e sairmos do status de cristãos teóricos para cristãos práticos. É hora de sairmos de nossa zona de conforto e de conformismo, e como seres pensantes pensarmos em coisas lá do alto, de Cristo Jesus, é hora de termos a mente de Cristo, é hora de alçarmos a voz a plenos pulmões enquanto temos a oportunidade de falar e calar a insensatez dos Balaões da fé que fazem dos cristãos sua mula de negócio e enriquecimento. Creio que é hora de repensarmos o nosso cristianismo moderno e procurarmos viver um cristianismo primitivo cujos valores são essencialmente cristãos, onde verdadeiramente podemos observar nas páginas das sagradas escrituras um cristianismo equilibrado, onde obra social e doutrina são levadas a sério e cada uma elevada a seus lugares de honra sem a presença da negligência humana.         










domingo, 31 de julho de 2011

Dai honra a quem tem honra

Lembrai-vos dos vossos guias, os quais vos pregaram a palavra de Deus; e, considerando atentamente o fim da sua vida, imitai a fé que tiveram. Hb 13.7




È por certo que todos os cristãos de nossos dias são unânimes quanto a uma opinião, de que a igreja atual tem passado por crises e crises terríveis: morais, sociais e religiosas.Diante disso a igreja tem tentado seguir mais e mais receitas e fórmulas mágicas com o intuito de alavancarem a igreja do lamaçal de espiritualidade mórbida em que vivemos. E é nessas horas que reportamos a memória o valor que tem líderes que verdadeiramente lideram, pastores que verdadeiramente são pastores e não pastoradores, homens cuja a fé é digna de ser imitada, tomo eu emprestada as santas e sábias palavras do escritor aos Hebreus, homens que devem ser imitados e que pregam a pura e santa palavra de Deus, que não tem sua vida por preciosa, mas que como diria o famoso apóstolo que a se mesmo se considerava o pior dos pecadores "o morrer para mim é lucro e o viver para mim é Cristo"Fp 1.21. Que sábias e belas palavras que causam pavor aos ouvidos de muitos lobos e devoradores, mercenários que se intitulam apóstolos, bispos e pastores.
Com certeza a igreja do Senhor nessa semana que passou teve motivo para se lamentar e chorar, pois deixou de viver entre nós John Stott, um dos homens que para mim muito mais que um escritor pode ser chamado de pastor embora seja um evangelista, um homem digno de ser imitado e honrado e que nos trará saudades e uma falta quanto a sua produção literária. Segundos informação de sites John Stott nos deixou na tarde desta quarta-feira ás 3:15, horário de Londres, tem se atribuído a causa de sua morte a complicações devido a sua idade avançada. Deixou ele um rastro de vida pura, santa e regada pelo amor a Deus e a sua igreja, tendo ele escrito cerca de 40 ou 50 livros segundo alguns sites, dentre eles batismo e plenitude do espírito, ouça o espírito ouça o mundo, a cruz de Cristo que segundo ele era um de seus melhores trabalhos e muitos comentários bíblicos sobre Atos, Romanos e outros.
Nessa hora as minhas palavras diante desse gigante de Deus que com certeza desejava sempre trazer a glória de Deus em sua vida.Tinha em si mesmo, o desejo que trazia o batizador do Jordão, "importa que eu diminua e que Ele cresça" Jo 3.30
Que Deus para sua glória e louvor continue a erguer homens como John Stott, que servem de exemplo e que marcaram uma geração, e que embora dormindo em Cristo aguardando o dia da vinda de nosso Soberano Senhor Jesus Cristo, ainda podemos ouvir o ecoar de suas vozes por meio de suas literaturas.

domingo, 10 de julho de 2011

Uma honra dada por Deus

Nos dias 8, 9 e 10 do mês corrente a igreja presbiteriana de fortaleza (IPF), situada na Av.Visconde do Rio Branco está a comemorar 128 anos de existência em Fortaleza. E para prestigiar esse aniversário quem deu o ar de sua graça foi o conhecidíssimo e amado Pr. e  Dr. Russel Shedd, com suas belas e instrutivas ministrações direcionadas pelo Deus Bendito Espírito Santo, trazendo mensagens sobre o tema mente e coração. Dou graças a meu Deus por sua graça e misericórdia e oportunidade que me foi concedida em poder estar presente nesse evento de louvor e agradecimento a Deus por 128 anos de vitórias que O Senhor tem concedido a esta igreja e de poder ouvir um dos maiores teólogos do Brasil, cuja vida e experiências como servo de Jesus são altamente inspiradoras. Que Deus continue a abençoar seu servo mais e mais.


sábado, 18 de junho de 2011

Estes homens não estão embriagados como vindes pensando...


 




Há 100 anos atrás e mais precisamente por volta de 18 de junho de 1911 surgia na casa da saudosa irmã em Cristo Celina Albuquerque o que seria o inicio de uma das denominações evangélicas de maior presença territorial brasileira, as ASSEMBLEIAS DE DEUS, originalmente com o nome  MISSÃO DE FÉ APOSTÓLICA, que em 11 de janeiro 1918 vai ser registrada como SOCIEDADE EVANGÉLICA BRASILEIRA ASSEMBLEIA DE DEUS.
Durante o mês corrente por toda a nação brasileira se é comemorado o 1º centenário desta denominação no Brasil e bem assim como a história de seus dois "grandes ícones" que foram as colunas usadas por Deus na empreitada deste grande ministério que conta hoje segundo pesquisas com mais ou menos 20 milhões de membros em todo o Brasil, e trazendo assim a lume o passado da história desses pioneiros pentecostais e sua experiência no batismo com o Espírito Santo e sua chamada missionária por Deus para uma terra chamada Pará que ao ser vasculhada no mapa constatou-se que estava situada na região norte do Brasil.
Não desobedientes ao chamado divino embarcaram em um navio em Nova Iorque na terceira classe por volta de 12 de outubro 1910, chegando a Belém do Pará em 19 de novembro de 1910, após uma viagem de 14 dias. Hospedando-se no porão da igreja Batista, que logo ao aprenderem o português começaram a falar nas reuniões de oração e nos cultos acerca do batismo como o Espírito Santo. Dando o Senhor então aos missionários o  primeiro fruto da sua missão a irmã Celina Albuquerque que recebe o batismo com o Espírito Santo na madrugada do dia 2 de junho de 1911 em sua casa quando orava e junto com ela outra irmã também recebe o batismo a irmã Maria de Nazaré, surgindo desde então uma discussão na igreja Batista de Belém acerca dessa "nova doutrina" resultando na expulsão de 13 membros desta igreja e então nascendo uma nova denominação que viria posteriormente a ser chamada de ASSEMBLEIA DE DEUS. 
E em meio a essa euforia pentecostal que vemos nos nossos dias pensei em analisar os acontecimentos que envolve o pentecostalismo de uma forma um pouco tímida e singela. E meditando no assunto lembrei-me do famoso argumento petrino e por que não em uma das argumentações mais diretas e certeiras em defesa desse evento que tem sido desejado ardentemente por pentecostais, por movimentos carismáticos e até mesmo por alguns reformados renovados e tão criticado por outros que analisam tal movimento com um olhar um pouco atravessado para não dizer crítico destrutivo.
Pedro foi extremamente sábio ao usar tal argumento para defender o evento do derramamento do Espírito sobre a igreja no pentecostes, "estes homens não estão embriagados como vindes pensando", e é exatamente a forma como deveríamos observar tal movimento nos nossos dias e especialmente os próprios pentecostais ou os que se dizem serem pentecostais mais infelizmente não tem nada de pentecostais. Constantemente somos alvos de bombásticas críticas e geralmente nos vemos imersos nos piores escândalos políticos, sociais, culturais, chegando ao ponto de sermos conhecidos como loucos, mas muitas das vezes, não da forma que o apóstolo Paulo fala em sua primeira epístola aos corintos, acerca da loucura do evangelho, e sim por atitudes grotescas e por algumas vezes imorais e que de maneira alguma remetem a uma ação espiritual originada pelo Senhor e sim atribuída a manifestações emocionais e até carnais.
Entristece-me por demais quando presencio pregadores nos púlpitos evangélicos tentando manipular a massa de cristãos com as mais esfarrapadas "asneiras pentecostais", fazendo o uso de "fórmulas" para se receber o dom do Espírito, fazendo "ameaças" a igreja para que ela dê glória a Deus, a que mais me indignou foi dizer que pentecostal é coisa de doido, só se ele for, eu mesmo não sou e afirmo, "sou pentecostal e não sou doido", o que daria um ótimo tema para outra postagem. Mas continuando, ser pentecostal não é algo para ser visto como loucura ou embriaguez que foi a forma que o público que presenciou o evento do derramamento do Espírito no pentecoste entendeu. Aliás ser pentecostal é ter um ardor intenso pela santidade do Senhor e bem assim por sua graça, por sua presença em nossas vidas e ter um fogo inextinguível do amor evangelístico por aqueles que ainda não foram salvos, foram essas as características dos verdadeiros pioneiros assembleianos e bem assim de todos aqueles que verdadeiramente foram revestidos do poder do consolador divino, seja no Brasil, seja na rua azuza ou em qualquer lugar do mundo ou em qualquer época.       
Portanto ser pentecostal não é coisa de pessoas insanas e sem controle de si e nem de bêbados e  sim de pessoas que foram salvas graças a graça maravilhosa de Deus, e que agora vivem o evangelho da graça de Deus de forma autêntica e tem a certeza de que o verdadeiro derramamento pentecostal é diário em suas vidas, por meio da ação intensa do Espírito lhes santificando e os purificando para que um dia possa ser apresentada ao noivo celeste Jesus Cristo O Senhor.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

O pior cego é o que não quer ver.






Já diz um velho ditado "o pior cego é o que não quer enxergar", verdade vivida por indivíduos da atualidade, que se rotulam por cristãos e se dizem caluniados, perseguidos por alguns outros cristãos cuja crença está fundamentada e alicerçada nas sagradas escrituras.
A opinião dos supostos perseguidos, é rotular de fanáticos, e verdadeiros inquisidores aqueles que não estão nos moldes de mentes abertas da modernidade, para poderem  "pensar livremente".
"Pensar livremente" para esses que sentem  perseguidos é negar a soberania de Deus, declarar que uma relação homossexual não é promíscua.
Se "pensar livremente" é pensar segundos os padrões caídos e deturpados de uma natureza que nada pode fazer de si mesma se não correr para o  pecado, e por meio desse estar totalmente afastado de Deus e de sua moralidade para minha vida, melhor me é estar de "mente fechada". Pensar, mais "pensar livremente" dentro da liberdade de que Cristo me dá, de saber que Nele estou livre da condenação eterna, livre do  poder do pecado, e que Nele sou livre para "pensar livremente" na convicção de que sou mais que vencedor, porque Ele me libertou de algo que era maior do que eu, algo que por minhas forças não teria condições de vencer.Fez-me Ele enxergar e me dar condições de buscar Nele o verdadeiro colírio para ungir meus olhos e poder ver a Sua maravilhosa luz.