sábado, 3 de setembro de 2011

Nem uma coisa e nem a outra








Então, os doze convocaram a comunidade dos discípulos e disseram: Não é razoável que nós abandonemos a palavra de Deus para servir às mesas. Mas, irmãos, escolhei dentre vós sete homens de boa reputação, cheios do Espírito e de sabedoria, aos quais encarregaremos deste serviço; e, quanto a nós, nos consagraremos à oração e ao ministério da palavra.At 6.2-4.


Tenho por certo que muitos logo de inicio se assustarão com o tema e o texto bíblico aqui referidos, por parecer uma negação de uma autêntica e genuína prática cristã realizada pelos apóstolos do Senhor e por cristãos autênticos, mas, apenas parece e não é. Mas infelizmente se é praticada a negação de ações que deveriam ser algo intrínseco a  comunidade cristã de todos os tempos, e ao que parece foi algo restrito a igreja primitiva e vindo depois disso relampejos tímidos e algumas vezes de intensidade por parte de pessoas de mente e coração retos na presença de Deus. Você ainda deve estar se perguntando: o que tem haver tudo isso com os nossos dias e o referido tema? Então eu lhe respondo: absolutamente tudo.
Só que ao inverso. A busca dos líderes cristãos de nossos dias drasticamente tem se revelado cada vez mais carnal e materialista o possivél, se revelando como uma verdadeira negação dos ensinamentos de Cristo Jesus e dos apóstolos. Enquanto no livro de Atos nós vemos uma decisão sábia e direcionada por motivações extremamente cristãs, nos nossos dias observamos o contrário.
Pastores e mais pastores ou mercenários e mercantilistas disfarçados de pastores, usurpam por todos os meios possíveis, arrancam de suas vítimas o máximo de valores posssivél em nome da fé.
Com tristeza de coração eu digo que há muito perdemos a identidade de Cristo, e aceitamos fazer uma falsidade ideológica, enganando a nós mesmos e nessa ilusão vivemos, como se tudo isso fosse ser cristão e continuamos as mil maravilhas.       
É horrível ouvirmos os absurdos que em nome da fé se alçam em nossos dias.
É de causar náuseas em que tem um paladar afinado pela palavra de Deus, ter que engolir o que se tem considerado como evangelho em nossos dias.
Como diria Cícero "que tempos e que costumes os nossos!"
Os nossos cultos se transformaram em uma verdadeira sessão de barganhismo com Deus, com frases de efeito, "é uma questão de fé, abençoe a obra e Deus lhe abençoará".
São estipulados valores monstruosos para se construir "templos", fazendo uma deturpação esdruxula exegética de textos bíblicos, para assim defenderem seus propósitos.Nenhum problema em construir locais onde a igreja se reúna em comunhão para prestar culto ao Senhor, a questão é, que enquanto nos preocupamos em acumular riquezas para a empreitada de construções de mega templos, esquecemos que os verdadeiros templos que somos nós, estão na maioria das vezes deteriorados pela fome, pelo desemprego, pela doença, pela miséria e pela injustiça de um país capitalista cujo lema é "viva os ricos e os pobres que se explodão". Acredito ser lastimável para nós como cristãos que professamos ser, irmos aos extremos, e principalmente numa época tão difícil como a que vivemos em que a economia mundial vive por um triz. É mais do que hora de agirmos e sairmos do status de cristãos teóricos para cristãos práticos. É hora de sairmos de nossa zona de conforto e de conformismo, e como seres pensantes pensarmos em coisas lá do alto, de Cristo Jesus, é hora de termos a mente de Cristo, é hora de alçarmos a voz a plenos pulmões enquanto temos a oportunidade de falar e calar a insensatez dos Balaões da fé que fazem dos cristãos sua mula de negócio e enriquecimento. Creio que é hora de repensarmos o nosso cristianismo moderno e procurarmos viver um cristianismo primitivo cujos valores são essencialmente cristãos, onde verdadeiramente podemos observar nas páginas das sagradas escrituras um cristianismo equilibrado, onde obra social e doutrina são levadas a sério e cada uma elevada a seus lugares de honra sem a presença da negligência humana.         










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