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sábado, 18 de junho de 2011

Estes homens não estão embriagados como vindes pensando...


 




Há 100 anos atrás e mais precisamente por volta de 18 de junho de 1911 surgia na casa da saudosa irmã em Cristo Celina Albuquerque o que seria o inicio de uma das denominações evangélicas de maior presença territorial brasileira, as ASSEMBLEIAS DE DEUS, originalmente com o nome  MISSÃO DE FÉ APOSTÓLICA, que em 11 de janeiro 1918 vai ser registrada como SOCIEDADE EVANGÉLICA BRASILEIRA ASSEMBLEIA DE DEUS.
Durante o mês corrente por toda a nação brasileira se é comemorado o 1º centenário desta denominação no Brasil e bem assim como a história de seus dois "grandes ícones" que foram as colunas usadas por Deus na empreitada deste grande ministério que conta hoje segundo pesquisas com mais ou menos 20 milhões de membros em todo o Brasil, e trazendo assim a lume o passado da história desses pioneiros pentecostais e sua experiência no batismo com o Espírito Santo e sua chamada missionária por Deus para uma terra chamada Pará que ao ser vasculhada no mapa constatou-se que estava situada na região norte do Brasil.
Não desobedientes ao chamado divino embarcaram em um navio em Nova Iorque na terceira classe por volta de 12 de outubro 1910, chegando a Belém do Pará em 19 de novembro de 1910, após uma viagem de 14 dias. Hospedando-se no porão da igreja Batista, que logo ao aprenderem o português começaram a falar nas reuniões de oração e nos cultos acerca do batismo como o Espírito Santo. Dando o Senhor então aos missionários o  primeiro fruto da sua missão a irmã Celina Albuquerque que recebe o batismo com o Espírito Santo na madrugada do dia 2 de junho de 1911 em sua casa quando orava e junto com ela outra irmã também recebe o batismo a irmã Maria de Nazaré, surgindo desde então uma discussão na igreja Batista de Belém acerca dessa "nova doutrina" resultando na expulsão de 13 membros desta igreja e então nascendo uma nova denominação que viria posteriormente a ser chamada de ASSEMBLEIA DE DEUS. 
E em meio a essa euforia pentecostal que vemos nos nossos dias pensei em analisar os acontecimentos que envolve o pentecostalismo de uma forma um pouco tímida e singela. E meditando no assunto lembrei-me do famoso argumento petrino e por que não em uma das argumentações mais diretas e certeiras em defesa desse evento que tem sido desejado ardentemente por pentecostais, por movimentos carismáticos e até mesmo por alguns reformados renovados e tão criticado por outros que analisam tal movimento com um olhar um pouco atravessado para não dizer crítico destrutivo.
Pedro foi extremamente sábio ao usar tal argumento para defender o evento do derramamento do Espírito sobre a igreja no pentecostes, "estes homens não estão embriagados como vindes pensando", e é exatamente a forma como deveríamos observar tal movimento nos nossos dias e especialmente os próprios pentecostais ou os que se dizem serem pentecostais mais infelizmente não tem nada de pentecostais. Constantemente somos alvos de bombásticas críticas e geralmente nos vemos imersos nos piores escândalos políticos, sociais, culturais, chegando ao ponto de sermos conhecidos como loucos, mas muitas das vezes, não da forma que o apóstolo Paulo fala em sua primeira epístola aos corintos, acerca da loucura do evangelho, e sim por atitudes grotescas e por algumas vezes imorais e que de maneira alguma remetem a uma ação espiritual originada pelo Senhor e sim atribuída a manifestações emocionais e até carnais.
Entristece-me por demais quando presencio pregadores nos púlpitos evangélicos tentando manipular a massa de cristãos com as mais esfarrapadas "asneiras pentecostais", fazendo o uso de "fórmulas" para se receber o dom do Espírito, fazendo "ameaças" a igreja para que ela dê glória a Deus, a que mais me indignou foi dizer que pentecostal é coisa de doido, só se ele for, eu mesmo não sou e afirmo, "sou pentecostal e não sou doido", o que daria um ótimo tema para outra postagem. Mas continuando, ser pentecostal não é algo para ser visto como loucura ou embriaguez que foi a forma que o público que presenciou o evento do derramamento do Espírito no pentecoste entendeu. Aliás ser pentecostal é ter um ardor intenso pela santidade do Senhor e bem assim por sua graça, por sua presença em nossas vidas e ter um fogo inextinguível do amor evangelístico por aqueles que ainda não foram salvos, foram essas as características dos verdadeiros pioneiros assembleianos e bem assim de todos aqueles que verdadeiramente foram revestidos do poder do consolador divino, seja no Brasil, seja na rua azuza ou em qualquer lugar do mundo ou em qualquer época.       
Portanto ser pentecostal não é coisa de pessoas insanas e sem controle de si e nem de bêbados e  sim de pessoas que foram salvas graças a graça maravilhosa de Deus, e que agora vivem o evangelho da graça de Deus de forma autêntica e tem a certeza de que o verdadeiro derramamento pentecostal é diário em suas vidas, por meio da ação intensa do Espírito lhes santificando e os purificando para que um dia possa ser apresentada ao noivo celeste Jesus Cristo O Senhor.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

O pior cego é o que não quer ver.






Já diz um velho ditado "o pior cego é o que não quer enxergar", verdade vivida por indivíduos da atualidade, que se rotulam por cristãos e se dizem caluniados, perseguidos por alguns outros cristãos cuja crença está fundamentada e alicerçada nas sagradas escrituras.
A opinião dos supostos perseguidos, é rotular de fanáticos, e verdadeiros inquisidores aqueles que não estão nos moldes de mentes abertas da modernidade, para poderem  "pensar livremente".
"Pensar livremente" para esses que sentem  perseguidos é negar a soberania de Deus, declarar que uma relação homossexual não é promíscua.
Se "pensar livremente" é pensar segundos os padrões caídos e deturpados de uma natureza que nada pode fazer de si mesma se não correr para o  pecado, e por meio desse estar totalmente afastado de Deus e de sua moralidade para minha vida, melhor me é estar de "mente fechada". Pensar, mais "pensar livremente" dentro da liberdade de que Cristo me dá, de saber que Nele estou livre da condenação eterna, livre do  poder do pecado, e que Nele sou livre para "pensar livremente" na convicção de que sou mais que vencedor, porque Ele me libertou de algo que era maior do que eu, algo que por minhas forças não teria condições de vencer.Fez-me Ele enxergar e me dar condições de buscar Nele o verdadeiro colírio para ungir meus olhos e poder ver a Sua maravilhosa luz.


domingo, 22 de maio de 2011

A ignorância bíblica do homem o leva a errar.






Se você estiver lendo esta postagem, é sinal de que ainda estamos vivos!!! Calma meus irmãos, não sejam precipitados ou façam mau juízo, apenas inicio esse texto com esta frase para tirar um pouco de casquinha de mais uma das muitas tentativas ilarias do homem e especificamente de grupos religiosos de tentar prever datas acerca do fim do mundo.
Com certeza brasileiros e porque não o mundo em geral, neste final de semana teve assunto de sobra para se falar, posso até imaginar: nas rodas de amigos, nas mesas de restaurantes, nos púlpitos das igrejas, no almoço de domingo em família ao redor da mesa. Enfim em vários lugares não se falava de outra coisa: "o mundo vai se acabar", era o que ouvi através de um vendedor de sapatos de uma loja aqui de fortaleza-Ce dizia ele e ainda complementava :" aproveitem, vamos comprar sapatos, e morrer todos calçados", indivíduo, bastante espirituoso esse, não?
O assunto abordado por mais cômico que agora pareça de fato é autêntico, um dia haverá um fim, porém, não será algo que poderá ser previsto pelo homem, isso é um fato bíblico.
A situação causada por essa falsa notícia de fim de mundo agendada, causou tantos efeitos negativos, que já ouvi falar de pessoas que deixaram suas casas que são próximas de praias para irem morarem em lugares mais interioranos, ou seja, em locais bem distantes de praias, pessoas ficaram com depressão, já outros deixaram tudo e se refugiaram em outros lugares.Esses são alguns efeitos colaterais causados pela ignorância espiritual do homem que o leva a uma ignorância das sagradas escrituras.São palavras do Senhor: errais não conhecendo as escrituras e nem o poder de Deus.Mt 22.29.(grifo próprio).
O desconhecimento de Deus causa no homem uma cegueira espiritual terrível, levando-o pelos caminhos mais escabrosos que o ser humano possa passar.
Tal expectativa de um fim de mundo assim, como o que acabamos de ver traz para o autêntico cristianismo um prejuízo horrível, fazendo com que o homem ainda mais incrédulo em relação a Deus e a sua santa palavra, descreiam ainda mais.
Porém, também observo no meio disso tudo o quanto o homem só tem piorado sua situação moral diante de Deus, lembro-me das palavras do amado mestre em um de seus sermões apocalípticos no  qual ele dizia: Porquanto, assim como, nos dias anteriores ao dilúvio, comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, Mateus 24:38 (grifo próprio).  Podemos entender que houve incredulidade por parte dos contemporâneos de Noé em relação ao dilúvio, que de fato haveria um derramamento de água tão imenso que inundaria todo o planeta, também o texto nos faz perceber que as pessoas daquela época eram extremamente materialista e ignoravam todo e qualquer acontecimento extraordinário envolvendo todos os seres humanos daquele período. De forma semelhante os nossos contemporâneos não agem de forma desigual não. Não dão ouvidos a voz de Deus por meio de sua amada noiva a igreja.
Alguns poucos tratam do assunto com seriedade, porém outros desprezam e zombam.
De certa forma o motivo de omissão do Senhor em não revelar em que dia isso acontecerá, se torna um pouco mais clara, quando nos deparamos com o comportamento humano diante desses boatos de um fim súbito.
Os falsos profetas inventam datas, tentam de alguma forma preverem o imprevisível, mas só o Senhor é o único que pode dizer: Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até ao ocidente, assim será também a vinda do Filho do homem. Mateus 24:27.
Eis que vem com as nuvens, e todo o olho o verá, até os mesmos que o traspassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Sim. Amém. Apocalipse 1:7 (grifo próprio)




domingo, 15 de maio de 2011

Ser ou não ser? Eis a questão...









Quem nunca ouviu falar da famosa frase de Shakespeare ou pelo menos te-lá citado por algum momento em sua vida, seja por conhecimento ou ignorância do que significa?A famosa frase faz parte de uma peça teatral de Shakespeare que está inserida no ato III, cena I da peça A tragédia de Hamlet, príncipe da Dinamarca.A frase é um questionamento filosófico que se inicia sobre a questão do príncipe Hamlet de por fim a vida de seu tio e expandindo-se para as questões éticas quanto ao seu modo de agir.
Nessa semana passei por um momento um tanto quanto interessante e engraçado no seminário no qual  estudo.Tudo começou com uma exposição de opinião por parte do professor que lecionava a aula no momento, falando que a salvação humana estava condicionada a ação humana ou de forma mais especifica e clara, ainda, a plenos pulmões expressou o dito conju "a minha salvação depende de mim."
Partindo daí, iniciou-se um rápida polêmica sobre esse assunto: Seria realmente a salvação obtida unicamente por graça de Deus ou estaria sujeita a condição do homem aceitar ou não a Deus?
O mais engraçado disso tudo foi que em dado momento logo após o professor afirmar que sua salvação dependeria totalmente dele, bradei "estou frito", uma irmã de mais idade que estava ao meu lado olhou para mim e me perguntou porque meu irmão? Respondi: por que se não for a graça de Deus a agir em minha vida me capacitando a responder ao seu chamado e me ajudando não terei jamais condições de por minhas próprias forças me levantar diante de Deus.Logo em seguida deu-me ela um folheto evangelístico acerca da salvação.
A situação vivenciada por mim trouxe a tona duas grandes verdades.
A primeira, o quanto muitos crentes não tem a menor noção de salvação e como verdadeiros adeptos radicais islâmicos, aceitam tudo que lhes vêm pela frente sem fazer a menor distinção de conhecimento sobre o fato em questão.Acreditam e defendem veementemente que é necessário a intervenção humana na salvação, como uma espécie de retribuição pela atitude salvífica de Cristo na cruz, esquecem-se de que a bíblia está repleta,farta, abundante e transbordante de argumentos de que é Deus que salva o homem.
Efésios capítulo 2 e versículos 8,9 e 10, deixam explicitamente a relação DEUS P/ HOMEM e não HOMEM P/ DEUS. Ou seja, é Deus que age para salvar o homem e não o homem se salvando.
O mais que o homem pode fazer é só dizer sim para o chamado soberano de Deus em sua vida.
A segunda é que, cristãos devem expressar sua simpatia reformada em suas denominações de cunho pentecostal ou que não simpatizam com as doutrinas calvinistas?
Nesse debate teológico vivido em sala de aula, dentre os muitos amigos e irmãos simpatizantes pela doutrina calvinista  praticamente todos se calaram diante da aberração Pelagiana, com exceção de um amigo irmão e colega de ministério que não deixou  passar impune tal declaração, questionando logo em seguida  o professor.Quanto a manifestação praticamente solitária de meu irmão, muitos o aconselharam que não seria algo bom para ele pois pelo fato do professor poder exercer uma tal influência sobre o futuro pedagógico de muitos alunos que são convidados pelo seminário para lecionarem após a conclusão de seu seminário, ele poderia ser um dos afetados.Quanto a mim minha manifestação foi um pouco singela e tímida comparada a de meu irmão, devido ao fato de conhecer o dito professor e pelo fato de saber que pessoas assim, tão ferrenhas quanto as suas crenças, são difíceis de rejeitar o que foi acreditado e defendido com amor por tanto tempo, que o diga o calvinista R.C Sproul em seu livro Eleitos de Deus, que por sinal é ótimo, neste livro ele inicia expressando um pouco de sua luta para compreender e aceitar o fato de que Deus é que elege.
Diante disso tudo aprendi que o melhor que os cristãos que graças a Deus poderam compreender e abraçar o ensino reformado de salvação única e exclusivamente pela graça de Deus, é de, não negarem as verdades bíblicas tão questionadas e atacadas por muitos que não conhecem ou se satisfazem com um conhecimento superficial da reforma e de opiniões grotescas sobre as santas doutrinas da fé cristã, expostas de forma tão enfática por grandes teólogos, que  tais doutrinas chegam a ser assimiladas pelos nomes de seus  famosos proclamadores, como por exemplo o próprio Calvino. A eleição de Deus e bem como todas as doutrinas calvinistas não são originadas em Calvino e sim em Deus, são altamente bíblicas.
Portanto ser ou não ser um defensor bíblico é o melhor caminho para a glória de Deus e uma questão de agir de forma autenticamente cristã.

domingo, 1 de maio de 2011

Santos vivos!




Santidade, algo desejado por aqueles que verdadeiramente amam o  Senhor e desejam fazer a Sua vontade.Mas em compensação tem sido algo mal compreendido desde tempos antigos, já no século III mais ou menos, muitos cristãos primitivos que devido a abertura do cristianismo, e seu reconhecimento como religião oficial pelo império Romano e a entrada de povos bárbaros, trouxe-lhes  insatisfação com a sociedade em que estavam e procuraram viver uma vida de total asceticismo partindo para o deserto para viverem de forma solitária, surgindo a partir daí o monasticismo que de início era solitário e depois veio a ser comunal, ou seja, praticados por grupos de pessoas.Nessa suposta busca por pureza espiritual e mortificação da carne, "valia de tudo".Havia quem chegasse ao ápice da ignorância em sua busca de santidade, que segundo conta a história da igreja, pessoas colocavam sua mão ao fogo para ser queimada para "mortificar a carne", enquanto outros por matarem um mosquito ficaram nus em pântanos por meses para serem picados por insetos, já outros ficaram por anos sobre topo de um tronco, com certeza esses são só alguns dos absurdos registrados, isso nos tempos mais primitivos e se imaginarmos nos absurdos acontecidos durante os anos da história da igreja e ainda muitas coisas são praticadas por cristãos de nossos dias em busca de santidade.
Que dizer então de santidade?
Santidade em 1º em lugar não é sinônimo de perfeição, ser santo não é estar livre da natureza pecaminosa, ainda estamos no mundo, perfeição só quando estivermos com Cristo na glória.Ser santo em um mundo totalmente corrupto é um desafio constante àqueles aos quais o Senhor os chamou para as boas obras que O Senhor de antemão preparou para que andássemos nelas.A real santidade cristã é impossível aos seus praticantes sem ajuda do Espírito Santo, sendo que um ser totalmente caído e distante de Deus como é o homem, jamais conseguirá ser santo por si só, basta olharmos para o passado da igreja e veremos que é em vão qualquer prática em direção a santidade sem a ajuda do Espírito Santo.
Santidade não é um comprimido que se toma com um copo com água e em questões de minutos seus efeitos são manifestos e pronto somos santos.Não!Santidade é algo que Deus realiza em nossas vidas, reconstruindo o que o pecado destruiu, um novo caráter, conforme a imagem de Cristo Jesus.Santidade não é obtida pelo simples fato de praticar os mandamentos, santidade está em ter consciência de quem éramos e de quem somos agora, pessoas que foram ressuscitadas pela graça de Deus para novidade de vida, e mais do que questão de consciência, santidade vem de dentro para fora é operada no caráter e se manifesta de forma externa por meio de uma vida que está separada do sistema de corrupção que rege este mundo, vidas transformadas de tal forma pelo evangelho que não há como não ser notado pelas pessoas que os rodeiam.
Ser santo não é ser canonizado e cultuado em morte.
Ser santo é ser santo em vida, ser separado por Deus e para Ele.
Devemos ser santos vivos e não santos previamente canonizados para serem adorados, cultuados em suas cidades de origem ou cultuados pelo mundo afora.
Antes o que observo na bíblia é que os verdadeiros santos não reivindicam adoração para si, a sua busca é a glória de Deus, não desejam serem conhecidos, mas que Deus seja engrandecido, não se sentam em tronos de ouro, ou, muito menos são portadores de grandes quantias de prata ou ouro, antes como depósitos do Senhor trazem dentro de si a riqueza do Espírito, ministrando em nome de Jesus a cura aos doentes.Os verdadeiros santos são pessoas que trazem em si as marcas de Cristo.
Para se prestar admiração aos santos não é necessário guardar suas supostas relíquias ou as desejá-las, basta seguir o exemplo de vida de homens e mulheres que negaram muitas das vezes suas próprias vidas por amor a Cristo e ao evangelho.E vou mais longe e aconselho para todo aquele que deseja ser santo, basta seguir o santo dos santos, Jesus.

domingo, 24 de abril de 2011

Enrascada pentecostal







Amados irmãos e amigos que acessam o graça que liberta, antes de me prolongar neste texto tenho que confessar algo a respeito do tema desta postagem, fiquei em dúvida quanto ao tema que mais se adaptaria ao presente texto. Pensei, pensei e pensei e analisei alguns temas bastante sugestivos e que revelam e acentuam bem minha intenção quanto ao que desejo expressar. Pensei em colocar trauma pentecostal, também passou pela minha mente a hipótese de, receita pentecostal, outra boa opção seria coisa de pentecostal.E analisei de forma panorâmica o desenvolvimento de cada um desses temas, que colocarei abaixo de forma breve:
*trauma pentecostal- isso acontece com irmãos que passam tempos e tempos envolvidos com o pentecostalismo como é pregado nos dias atuais e ao estudar e se aprofundar um pouca mais no conhecimento bíblico irá perceber que muita coisa que aprendeu, na verdade, não existe base bíblica e em consequência disso, adquire um trauma de certas práticas pentecostais, correndo risco algumas vezes de serem considerados "crus" ou "secos" espiritualmente.
*receita pentecostal- é a prática de "fórmulas" ascéticas ou devocionais com o intento de alcançar benefícios espirituais, é muito praticado por cristãos e especialmente por pregadores "avivalistas" que acham que pelo muito gritar ou entonar a voz O Espírito Santo se manifestará sobre os irmãos..
*coisa de pentecostal- já isso está relacionado a crenças por parte de alguns irmãos pentecostais e não por todos os pentecostais, que algumas vezes por ser tão estrambólica causa gargalhadas em quem ouve, são coisas de pentecostal: mandar segurar a unção, se o crente pedir pra jesus parar de chover e ir para o culto levando guarda-chuva vai chover por sua suposta falta de fé, kkkkk e uma das mais ilarias que já ouvi falar, fui informado por um amigo meu, ele me contou que uma irmã lhe falou que vizinho a sua casa havia dois cachorros, daqueles de estimação mesmo, só que havia um problema, os cachorros arranhavam a parede e faziam barulho e disse ela que orou a Jesus mais ou menos nesses termos " Jesus eu sou tua serva Senhor, te peço que tu mates esses cachorros, pois é irmão, um dia desse morreu um e agora to orando pra Jesus matar o outro", pasmem, o que acabo de contar realmente aconteceu.
Mas a que mais me facinou mesmo foi o tema desta postagem, enrascada pentecostal, e como já foi supra citado, ela engloba de forma perfeita todos os temas em que pensei e não só isso, ela também expressa a situação de muitos irmãos que estão no pentecostalismo, tem passado.Desde de já peço aos amados irmãos que não me compreendam mal.Pois tenha outra confissão a fazer aqui, sou pentecostal e amo a teologia reformada, e tenho simpatia por vários motivos, por ser uma teologia altamente bíblica, e por exaltar valores e verdades eternas perdidas na imensa crendice de muitas denominações evangélicas.
Quero deixar claro que também não me vejo fora do pentecostalismo, também o amo, e não tenho vergonha de dizer sou pentecostal, porém, no entanto, todavia e portanto, sou meio incrédulo quanto ao movimento pentecostal de nossos dias na forma que muitos tem levado, entendido e crido.
Esse movimento que no Brasil está no seu 1º centenário, sem sombra de dúvidas, vi a mão de Deus operar e alcançar vidas e mais vidas salvando-as e fazendo arder em seus corações um desejo intenso pela santidade do Senhor, porém, os tempos se passam e hoje olho para o movimento pentecostal e ainda creio que é um movimento de Deus, mas os fatos me trazem tristeza e como diz certo ditado: "contra fatos não há argumentos".
Quando contemplo hoje o movimento não enxergo as mesmas coisas do passado.Vejo uma espécie de máquina "inclusiva" e "excludente", o que outrora era conhecido por seu grande número de adeptos constituída por pessoas na maioria leigas e de poucas finanças.
Atualmente é bem diferente a história, faz-se uma seleção que leva alguns fatores que influenciarão no acesso a aceitação e títulos de "homem de Deus ou mulheres de Deus", ou de forma popular os chamados "vasos". Para se estar incluído no rol dos que são considerados ungidos, tem que se falar em línguas, ser do reteté como diriam alguns irmãos, só que essa exclusão não se é expressa, e sim, se sentir excluído dos demais, caso o irmão ou irmão ainda não tenha falado línguas, em algumas denominações é um dos requisitos para a separação ao diaconato. E quero deixar bem claro aqui que há irmãos que se é notório a sua chamada e desenvolvimento ministerial em outras áreas, porém, por não falarem em línguas, não são separados para o diaconato.
Outra coisa que também me traz pesar.É a forma como as pessoas pensam e acreditam o que é ser cheio do Espírito Santo.São levados por emocionalismos e acreditam que arrepios e pulos é sinônimo de ser cheio do Espírito.
Certa vez, vi uma das definições que mais me chamou a atenção e que para mim foi uma das mais lindas sobre ser cheio do Espírito.Estava lendo introdução a teologia sistemática de Millard J.Erickson sobre pneumatologia e em uma de suas sínteses textuais ele diz o seguinte "ser cheio do Espírito Santo não é ter uma porção maior do Espírito, mas o Espírito possuir uma fatia maior de nossas vidas". (grifo próprio).
Nunca mais esqueci!
Eu acredito que o movimento pentecostal ainda terá o alvo de ser cheio do Espírito Santo nos moldes que Millard definiu.Se preocupar em ser cheio no sentido do Espírito dominar totalmente a vida dos pentecostais e que esse preenchimento os impulsione e produza fruto de amor, paz, longanimidade, bondade, justiça, retidão.
Mas até esse dia chegar, estamos em uma enrascada¹.






 1-Situação complicada ou de difícil resolução.
Fonte:http://www.priberam.pt/dlpo/default.aspx?pal=enrascada

sábado, 16 de abril de 2011

Auto-suficiência: a efêmera ilusão humana





De todas as tentativas defasadas que o ser humano já empreendeu ou tentou realizar, creio eu, que com certeza a pior de todas não está no fato do homem ainda não conseguir com sua vasta tecnologia conquistar horizontes até então desconhecidos ou almejados pela ciência.Mas está em algo que a humanidade a muito tem relutado com todas as forças para negar ou inventar meios para resistir a verdade que está diante de seus olhos, a sua "ilusão de auto-suficiência".
Muitos chegam ao ponto de se inflar e afirmarem que a existência de um criador de todas as coisas é uma teoria ultrapassada, negando fortes evidências de que Deus existe e de que essas provas estão mais perto do que se possa imaginar, tudo isso, apoiados pela arrogância de se sentirem capazes, auto-suficientes, desfrutam a vida de maneira desenfreada como se vivesse uma vida muito louca.Sem saberem que não são auto-suficientes, são criaturas suscetíveis a uma gama de coisas e que não podem jamais mudarem o fato de que são impotentes.
A humanidade vive essa ilusão transitória, e passageira de tentar viver uma "liberdade" que a deixe livre para a banalidade nos mais diversos aspectos da sociedade.Observamos que o homem de nossos dias tem alcançado níveis de maldade assustadores, o homem parece estar sem freios, sem rédeas, sem controle.O sentimento de banalidade esta espalhado.De fato como diria o sábio Salomão em provérbios. O homem será preso por suas próprias faltas e ligado com as cadeias de seu pecado.Pv 5.22. É inevitável ao homem fugir de algo maior que ele possa imaginar, a  humanidade esta a lutar contra o seu próprio criador, podemos comparar tal situação a uma formiga querendo se erguer contra um ser humano adulto, será um esforço inútil, sem resultados.Assim o homem não reconhece que é passageiro, que o máximo de dias é 60 anos e o passar disso é enfado.Uma simples doença, um acidente inesperado, um terremoto, um tsunami e a casa de luto mostram-lhe a sua transitoriedade.De ilusões e devaneios tem vivido o homem, na constante busca por algo que lhe possa suficientemente satisfazer o vazio existencial que há dentro de si; o desejo de saber quem ele é, o seu destino, será que Deus existe?, será que o inferno existe?, será que o céu é real?.E enquanto o homem não olhar para a sua realidade de pecador e de forma verdadeira contemplar a Cristo crucificado, não como mais um dos muitos crucificados, mas com o mesmo olhar do ladrão que reconheceu suas faltas e olhou para cristo como Rei e Senhor.Jamais conseguirá viver uma vida real diante de Deus, mas sempre estará a se satisfazer e se contentar e viver em ilusões que no final se acabarão e que quando se abrirem seus olhos será tarde demais.